Medo: Barulho, ruído, eco…

acustica

Sabe aquele lugar que tem eco, aquele que é desconfortável porque o barulhinho parece que fica mais alto ou aquele lugar que é muito ruim de conversar? A acústica é a solução.

Acústica é o ramo da física que estuda o som.Som é a propagação de ondas sonoras.

Para descrever o assunto, eu deveria falar de amplitude, frequência, comprimento, fase de ondas, senóide, reverberação e outros termos que levaria à fórmulas e conceitos que devem ser tratados por especialistas da área.

Acústica é um ramo da engenharia que tem se desenvolvido ao longo dos anos e está sendo incorporado no nosso dia a dia sem a maioria das pessoas perceberem.

Antigamente quando comprávamos um carro tínhamos que levar para uma instaladora de acessórios. Colocávamos alto-falantes com base na experiência do técnico e dinheiro disponível. Hoje os carros já vem equipados com um projeto acústico que incluem isolamento, vários alto-falantes e equipamentos específicos para o modelo. Exceto quando se procura uma coisa especial, a solução de fábrica fica de bom tamanho.

Até 2013 quase nenhum projeto de edificações aqui no Brasil levava em consideração a acústica. A NBR 15575 – Edificações Habitacionais – Desempenho, publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, estabeleceu alguns  parâmetros técnicos para vários requisitos importantes de uma edificação, como desempenho acústico, desempenho térmico, durabilidade, garantia e vida útil, e determina um nível mínimo obrigatório para cada um deles.

Vale observar que o conforto acústico não é só a redução de ruído. Apesar de ser a maior fonte de reclamações, um ambiente que absorva totalmente os ruídos, acreditem, é desconfortável.

Sons inaudíveis também podem causar desconforto. Existem estudos feitos pelo engenheiro britânico Vic Tandy, que comprovou que alguns sons causam uma sensação de ansiedade – frequência 18,9 Hz, que foi apelidada de frequência do medo.

Dito isso, como tratar a acústica do seu ambiente? O principal, identificar o que está causando o desconforto.

Como regra geral, o mais simples é identificar o excesso de ruído externo ou interno entre ambientes, podendo ser tratado com isolamento e/ou absorção. Os materiais possuem características específicas que fazem com que sua utilização seja mais adequada para o tipo de som que queremos isolar ou absorver. Identificando a fonte, medimos a frequência (grave ou agudo) e pode-se identificar qual é o material mais adequado para o ruído ser isolado ou absorvido.

Outras características indesejáveis são mais complicadas de detectar e solucionar. Reverberação é outra grande fonte de desconforto e normalmente não ocorre de uma forma generalizada no ambiente o que dificulta ainda mais a solução, entretanto,  existem  inúmeras soluções a serem implantadas.

Mas, o que podemos fazer para melhorar a questão da acústica depois da execução da construção, do projeto arquitetônico e da decoração? Mudanças nas características do acabamento do piso, tapetes e carpetes, cortinas, forros de gesso, móveis bem dispostos, janelas duplas, quadros, refletores, absorvedores, difusores e isolantes. Às vezes, uma adequação localizada pode resolver todo um ambiente.

De qualquer forma, um profissional pode ajudar e com um custo muito mais baixo do que podemos imaginar.

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Fontes:

http://www.caubr.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/2_guia_normas_final.pdf

Norma de desempenho NBR 15575 atualizada

http://gizmodo.uol.com.br/fantasmas-ondas-sonoras/

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