Chegando bem no destino é sempre o melhor começo

jatinho

Sendo em um avião comercial ou em um jatinho, a altitude de um voo é aproximadamente 11.000 m. O Everest possui 8.848 m. O recorde de altura de voo para helicóptero é 8.600 m. O que isso significa?

Significa que se o avião não fosse pressurizado, aconteceria o seguinte:

2 800 metros – Até aí, a maioria das pessoas não tem problemas de altitude. No máximo, pode se sentir cansaço ou dor de cabeça leve.

Acima de 2 800 metros – A partir desta altitude é comum acontecer o mal agudo de montanha, que pode atingir qualquer pessoa. É caracterizado por dor de cabeça, fadiga, falta de ar, distúrbios do sono e náusea.

3 000 a 5 500 metros – É nesta faixa que ocorre a maioria dos casos de edema pulmonar. Os sintomas — falta de ar, tosse forte, letargia e febre baixa — geralmente se desenvolvem depois de 36 a 72 horas na altitude. Pode acontecer também o edema cerebral.

Acima de 5 500 metros – A partir daí, diminui muito a capacidade de aclimatação do organismo. Se uma pessoa permanecer nessa altitude, começa a degradação, ou a perda de aclimatação, devido à pouca quantidade de oxigênio no ar.

8 000 metros – No ar, há apenas um terço do oxigênio que existe ao nível do mar. Acima desta altitude, como no Everest (8 848 metros), uma pessoa aclimatada só ficaria dois ou três dias, antes que a falta de oxigênio levasse à morte.

Ou seja, como a subida para a altitude de cruzeiro é rápida, morreríamos em pouco tempo.

A pressurização tornou possível viajarmos em grandes altitudes trazendo mais eficiência para os aviões reduzindo os custos e aumentando a velocidade.

Outra questão é a temperatura que estaríamos expostos, -55oC. Estudos mostram que bem agasalhados resistimos, sem vento, a temperaturas de -27 oC. À 100 km/h, bem inferior aos 900 km/h que é a velocidade de cruzeiro dos aviões comerciais, teríamos a sensação térmica de -75 oC, o que nos faria congelar em poucos minutos.

Em grandes altitudes o ar rarefeito tem como consequência a baixa umidade, sendo que para o ser humano a ideal é de 40% a 70%.

Para resolver o problema de temperatura e umidade  existe o controle interno nas cabines.

Mas por que tem gente que sente falta de ar, fadiga, dor de cabeça, sangramento nasal, garganta seca e irritada, …, não tendo nenhum histórico de problema pulmonar ou cardíaco?

  • Porque os aviões são pressurizados ao equivalente a estarmos a aproximadamente 2.400 metros de altitude, que é o suficiente para conforto da maioria das pessoas. Maioria, não quer dizer 100%…
  • Porque a umidade que somos expostos é de aproximadamente 20%. Grande parte dos viajantes se adaptam bem a esta umidade.
  • Porque o deslocamento rápido através dos fusos horários perturba os ritmos biológicos básicos (jet lag), principalmente para pessoas que possuem rotinas mais rígidas.

Aqui temos um item a que estamos sujeitos e que pouco pode-se controlar durante o voo. O balanço e turbulências. Enjoo é a maior reclamação.

Mas, sendo o avião um meio de transporte mais seguro, mais rápido e imprescindível para podermos nos deslocar seja a trabalho ou lazer, seguem algumas dicas para combater estes sintomas:

  • Não fumar antes de embarcar pois melhora a resposta pulmonar;
  • Movimentar-se  periodicamente durante o percurso minimizando inchaços e possibilidade de trombose;
  • Evitar bebidas alcoólicas que além de serem potencializadas com a altitude contribuem com a desidratação;
  • Ingerir muitos líquidos preferencialmente água ou sucos, evitando bebidas gaseificadas, que podem causar mal estar e flatulência;
  • Procure dormir tanto quanto puder.

Uma observação importante é se você praticar mergulho, lembre-se que é indicado voar somente após 12 ou 24 horas dependendo do tipo de mergulho. Eu indico pelo menos 48 horas para minimizar riscos de doença descompressiva. Consulte a tabela de mergulho e em caso de dúvida, converse com seu instrutor quando estiver planejando sua viagem.

 

#viajaraviao

http://super.abril.com.br/ciencia/alpinismo-um-corpo-nas-alturas

http://www.inmet.gov.br/html/clima/sensacao_termica/

https://www.padi.com/

 

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