Crise Econômica: Confiança

crise

Nós brasileiros estamos há alguns anos amargando uma situação econômica delicada.

As notícias nos confundem, índices que nem sempre podemos entender, melhorias em alguns segmentos que se contrapõem com outras de piora do mesmo ramo semanas após.

Por que não entendemos de forma clara a opinião dos economistas e por que não é unânime? Se assim fosse, por que as medidas necessárias não são tomadas? Por que não existe um esforço nacional de seguir o caminho para melhorar a situação? E por que os egos continuam a ser o mais importante?

Inicialmente devemos aceitar a existência do problema.

Reconhecido o problema a solução deve iniciar com o seu contorno, entender  a real dimensão, seu processo e fatores envolvidos. Os envolvidos devem trabalhar juntos na busca da solução e o esforço das medidas devem ser feitos na direção correta. Nesta hora procurar culpados não resolverá nada, exceto se conseguirmos reaver recursos que porventura foram roubados.

Se pensarmos um pouco mais sobre o assunto, estamos mais complicados do que podemos imaginar.

Apesar dos índices de desemprego mostrarem números que não são tão desesperadores, todos conhecemos desempregados, assim como, todos conhecemos empresas e comércios que tiveram suas portas fechadas. Todos conhecemos empresas com dificuldades. Diariamente nos deparamos com preços subindo. Quem não fez a lição de casa quando pôde está passando por tempos muito difíceis.

Recentemente passamos pela crise mundial, dos EUA, da Europa, da água e consequentemente da energia, a queda do preço do petróleo impactando o nosso pré-sal, das commodities e depreciação da nossa moeda.

Esta crise não é similar às outras que já enfrentamos. Vamos rever algumas premissas…

A nossa macroeconomia estava sendo guiada pelo chamado tripé macroeconômico que se baseia em: metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal. Em um determinado momento houve o abandono desse regime.

Na época, alguns economistas justificaram essa alteração e em face ao crescimento sem sustentação, poucos se contrapuseram. As metas de inflação foram revistas, o Banco Central fez várias intervenções no câmbio e a questão da responsabilidade fiscal com aumento de gastos e demais uso do dinheiro público, de certa forma ignorada.

A crise está aí para demonstrar que o modelo atual não funcionou e se este regime for mantido, a situação ficará cada vez pior e ficaremos insolúveis.

O atual Ministro da Fazenda se pronunciou dizendo que retomará o tripé. A questão é que para se tornar realidade, as ações dependerão dos nossos políticos e não darão popularidade a eles. Se achamos que a situação está difícil, veremos como ficará para implantação das correções de rumo que esperamos que aconteçam.

Os recursos do Governo Federal, Estados e Municípios estão esgotados. Para superarmos essa fase de ajustes sem desestruturar a economia, mantendo as atividades produtivas e  garantindo a sobrevivência da população, será preciso conseguir recursos com muita estratégia e criatividade. Emissão de papéis, Concessões, redução de gastos e custos, repatriação de capitais, incentivo de investimentos interno e externo, créditos seletivos entre outros, e o mais importante, a confiança. A partir do novo/velho rumo, poderemos retomar o crescimento.

O caminho será longo e não podemos tratar o assunto de forma secundária. Precisaremos “adotar” um líder para nos guiar, confiar e acreditar que com este caminho proposto a ser seguido, superaremos os percalços que estão por vir.

A boa gestão deve fazer sua parte com a aplicação dos escassos recursos da melhor forma possível.

#economia #crisenobrasil #desemprego #crise

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