Transferência de experiências

ensinar

Ontem fui fazer um curso e me surpreendi com o instrutor.

Estávamos em 5 pessoas, sendo eu a única mulher, um senhor de uns 60 e x anos e mais 3 rapazes.

O instrutor entrou na sala e nem deu uma boa tarde. Disse seu nome e saiu em disparada falando sem parar, e pior, fingindo que era surdo.

Mais ou menos 10 minutos se passaram e o rapaz que estava ao meu lado fez uma pergunta que ele ignorou.

A reação do rapaz foi se calar e eu instiguei… – ele não ouviu, pergunta de novo! E o rapaz me respondeu… – deixa para lá!

A aula foi seguindo e foi a minha vez de perguntar e ele também ignorou. Não tive a menor dúvida em questionar novamente. Não me contentei com a resposta, perguntei uma coisa e ele respondeu outra, refiz a minha pergunta, e ele saiu pela tangente. Insisti pela quarta vez, e aí me dei por satisfeita. Daí para frente, todas as vezes que questionava alguma coisa, na segunda tentativa ele me dava atenção e respondia. Menos mal, já tinha conseguido evoluir!

Na segunda parte da aula o senhor de cabelos bem branquinhos, com um tom mais baixo de voz fez várias tentativas, sem sucesso. Como ele estava na minha frente, via que balançava a cabeça, dava de ombros, enfim, ele estava inconformado. Na tentativa de ajuda-lo cheguei a refazer algumas perguntas dele ao instrutor, mas confesso que não me senti bem.

O meu “vizinho”, depois da primeira tentativa frustrada, não conseguiu questionar mais nada.

Os outros 2 rapazes diante do que estavam presenciando nem se atreveram a participar.

O senhor só lamentava.

E eu, a “bocuda”, consegui tirar alguma coisa do instrutor.

Mas até agora estou pensando…, como pode uma pessoa ter tanto conhecimento e não conseguir transmitir e desapontar desta forma?

Mesmo que ele tivesse em um mau dia, com 1000 problemas, deveria ter aberto o jogo. Nestas horas, nada como a sinceridade e a cumplicidade. Mas como não o fez, não dá para avaliar se ele era ruim mesmo, se estava passando por alguma dificuldade, ou seja, fica a interrogação (?).

Esta história me fez refletir que ensinar realmente é uma arte!

“Feliz daquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”. Cora Coralina

#ensinar

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